10 Tendências para o Mundo Pós-Pandemia

Direito de autoria do portal voicers.

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Covid-19 mudou nossas vidas. Não estou falando aqui simplesmente da alteração da rotina nesses dias de isolamento, em que não podemos mais fazer caminhadas no Minhocão ou ir aos nossos bares e restaurantes preferidos. Sim, tudo isso mudou nosso cotidiano —e muito. Mas o meu convite para você é para pensarmos nas mudanças mais profundas, naquelas transformações que devem moldar a realidade à nossa volta e, claro, as nossas vidas depois que o novo coronavírus baixar a bola. Por isso talvez seja melhor mudar o tempo verbal da frase que abre este texto e dizer que o coronavírus vai mudar as nossas vidas. Mas como? Que cenários prováveis já começam a emergir e devem se impor no mundo pós-pandemia?

Pandemia marca o fim do século 20

Ainda nessa linha, havia uma visão entre especialistas de que faltava um símbolo para o fim do século 20, uma época altamente marcada pela tecnologia. E esse marco é a pandemia do coronavírus, segundo a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, professora da Universidade de São Paulo e de Princeton, nos EUA, em entrevista ao Universa.

“[O historiador britânico Eric] Hobsbawm disse que o longo século 19 só terminou depois da Primeira Guerra Mundial [1914-1918]. Nós usamos o marcador de tempo: virou o século, tudo mudou. Mas não funciona assim, a experiência humana é que constrói o tempo. Ele tem razão, o longo século 19 terminou com a Primeira Guerra, com mortes, com a experiência do luto, mas também o que significou sobre a capacidade destrutiva. Acho que essa nossa pandemia marca o final do século 20, que foi o século da tecnologia. Nós tivemos um grande desenvolvimento tecnológico, mas agora a pandemia mostra esses limites”, diz Lilia.

Coronavírus, um acelerador de futuros

Vários futuristas internacionais dizem que o coronavírus funciona como um acelerador de futuros. A pandemia antecipa mudanças que já estavam em curso, como o trabalho remoto, a educação a distância, a busca por sustentabilidade e a cobrança, por parte da sociedade, para que as empresas sejam mais responsáveis do ponto de vista social.

Outras mudanças estavam mais embrionárias e talvez não fossem tão perceptíveis ainda, mas agora ganham novo sentido diante da revisão de valores provocada por uma crise sanitária sem precedentes para a nossa geração. Como exemplos, podemos citar o fortalecimento de valores como solidariedade e empatia, assim como o questionamento do modelo de sociedade baseado no consumismo e no lucro a qualquer custo.

“A vida depois do vírus será diferente”, disse ao site Newsday a futurista Amy Webb, professora da Escola de Negócios da Universidade de Nova York. “Temos uma escolha a fazer: queremos confrontar crenças e fazer mudanças significativas para o futuro ou simplesmente preservar o status quo?”

Futuro Pós-Pandemia: Efeitos do coronavírus devem durar quase dois anos

As transformações são inúmeras e passam pela política, economia, modelos de negócios, relações sociais, cultura, psicologia social e a relação com a cidade e o espaço público, entre outras coisas.

O ponto de partida é ter consciência de que os efeitos da pandemia devem durar quase dois anos, pois a Organização Mundial de Saúde calcula que sejam necessários pelo menos 18 meses para haver uma vacina contra o novo. Isso significa que os países devem alternar períodos de abertura e isolamento durante esse período.

Diante dessa perspectiva, como ficam as atividades de lazer, cultura, gastronomia e entretenimento no centro e em toda a cidade durante esse período? O que mudará depois? São questões ainda em aberto, mas há sinais que nos permitem algumas reflexões.

Para entender essas e outras questões e identificar os prováveis cenários, procurei saber que tendências os futuristas, pesquisadores e bureaus de pesquisas nacionais e internacionais estão traçando para o mundo pós-pandêmico. A partir dessas leituras e também de um olhar para as questões que dizem respeito ao centro de São Paulo e à vida urbana em geral, fiz uma lista com algumas dessas tendências, que você pode ler a seguir:

1. Revisão de crenças e valores

A crise de saúde pública é definida por alguns pesquisadores como um reset, uma espécie de um divisor de águas capaz de provocar mudanças profundas no comportamento das pessoas. “Uma crise como essa pode mudar valores”, diz Pete Lunn, chefe da unidade de pesquisa comportamental da Trinity College Dublin, em entrevista ao Newsday.

“As crises obrigam as comunidades a se unirem e trabalharem mais como equipes, seja nos bairros, entre funcionários de empresas, seja o que for… E isso pode afetar os valores daqueles que vivem nesse período —assim como ocorre com as gerações que viveram guerras”.

Já estamos começando a ver esses sinais no Brasil —e no centro de São Paulo, com vários exemplos de pessoas que se unem para ajudar idosos, por exemplo.

2. Menos é mais

A crise financeira decorrente da pandemia por si só será um motivo para que as pessoas economizem mais e revejam seus hábitos de consumo. Como diz o Copenhagen Institute for Futures Studies, a ideia de “menos é mais” vai guiar os consumidores daqui para frente.

Mas a falta de dinheiro no momento não será o único motivo. As pessoas devem rever sua relação com o consumo, reforçando um movimento que já vinha acontecendo. “Consumir por consumir saiu de ‘moda’”, escreve no site O Futuro das Coisas Sabina Deweik, mestre em comunicação semiótica pela PUC e pesquisadora de comportamento e tendências.

O outro lado desse processo é um questionamento maior do modelo de capitalismo baseado pura e simplesmente na maximização dos lucros para os acionistas. “O coronavírus trouxe para o contexto dos negócios e para o contexto pessoal a necessidade de revisitar as prioridades. O que antes em uma organização gerava resultados financeiros, persuadindo, incentivando o consumo, aumentando a produção e as vendas, hoje não funciona mais”, diz Sabina.

“Hoje, faz-se necessário pensar no valor concedido às pessoas, no impacto ambiental, na geração de um impacto positivo na sociedade ou no engajamento com uma causa. Faz-se necessário olhar definitivamente com confiança para os colaboradores já que o home office deixou de ser uma alternativa para ser uma necessidade. Faz-se necessário repensar a sociedade do consumo e refletir o que é essencial.”

3. Reconfiguração dos espaços do comércio

A pandemia vai acentuar o medo e a ansiedade das pessoas e estimular novos hábitos. Assim, os cuidados com a saúde e o bem-estar, que estarão em alta, devem se estender aos locais públicos, especialmente os fechados, pois o receio de locais com aglomeração deve permanecer.

“Quando as pessoas voltarem a frequentar espaços públicos, depois do fim das restrições, as empresas devem investir em estratégias para engajar os consumidores de modo profundo, criando locais que tragam a eles a sensação de estar em casa”, diz um relatório da WGSN, um dos maiores bureaus de pesquisas de tendências do mundo.

Eis um ponto de atenção para bares, restaurantes, cafeterias, academias e coworkings, que devem redesenhar seus espaços para reduzir a aglomeração e facilitar o acesso a produtos de higiene, como álcool em gel. Os espaços compartilhados, como coworkings, têm um grande desafio nesse novo cenário.

4. Novos modelos de negócios para restaurantes

Uma das dez tendências apontadas pelo futurista Rohit Bhatgava é o que ele chama de “restaurantes fantasmas”, termo usado para descrever os estabelecimentos que funcionam só com delivery. Como a possibilidade de novas ondas da pandemia num futuro próximo, o setor de restaurantes deve ficar atento a mudanças no seu modelo de negócios, e o serviço de entrega vai continuar em alta e pode se tornar a principal fonte de receita em muitos casos.

5. Experiências culturais imersivas

Como resposta ao isolamento social, os artistas e produtores culturais passaram a apostar em shows e espetáculos online, assim como os tours virtuais a museus ganharam mais destaque. Esse comportamento deve evoluir para o que se pode chamar de experiências culturais imersivas, que tentam conectar o real com o virtual a partir do uso de tecnologias que já estão por aí, mas que devem se disseminar, como a realidade aumentada e virtual, assistentes virtuais e máquinas inteligentes.

De acordo com o estudo Hype Cycle, da consultoria internacional Gartner, as experiências imersivas são uma das três grandes tendências da tecnologia. Destacamos aqui a área cultural, mas isso também se estende a outros setores, como esportes, viagens a varejo, conforme indica o relatório A Post-Corona World, produzido pela Trend Watching, plataforma global de tendências.

6. Trabalho remoto

home office já era uma realidade para muita gente, de freelancers e profissionais liberais a funcionários de companhias que já adotavam o modelo. Mas essa modalidade vai crescer ainda mais. Com a pandemia, mais empresas —de diferentes portes— passaram a se organizar para trabalhar com esse modelo. Além disso, o trabalho remoto evita a necessidade de estar em espaços com grande aglomeração, como ônibus e metrôs, especialmente em horários de pico.

7. Morar perto do trabalho

Essa já era uma tendência, e morar no centro de São Paulo se tornou um objeto de desejo para muitas pessoas justamente por conta disso, entre outros motivos. Mas, com o receio de novas ondas de contágio, morar perto do trabalho, a ponto de ir a pé e não usar transporte público, deve se tornar um ativo ainda mais valorizado.

8. Shopstreaming

Com o isolamento social, as lives explodiram, principalmente no Instagram. As vendas pela Internet também, passando a ser uma opção também para lojas que até então se valiam apenas do local físico. Pois pense na junção das coisas: o shopstreaming é isso. Uma versão Instagram do antigo ShopTime.

Considerado por diferentes futuristas como uma tendência já há alguns anos, agora esse recurso deve ganhar impulso, segundo a Trend Watching. “A recente crise fez o mercado chinês de transmissão ao vivo crescer ainda mais, e esse mix de entretenimento, comunidade e comércio eletrônico aumentará no mundo todo”, diz a consultoria. Fica a dica para os lojistas do Centro de São Paulo!

9. Busca por novos conhecimentos

Num mundo em constante e rápida transformação, atualizar seus conhecimentos é questão de sobrevivência no mercado (além de ser um prazer, né?). Mas a era de incertezas aberta pela pandemia aguçou esse sentimento nas pessoas, que passam, nesse primeiro momento, a ter mais contato com cursos online com o objetivo de aprender coisas novas, se divertir e/ou se preparar para o mundo pós-pandemia. Afinal, muitos empregos estão sendo fechados, algumas atividades perdem espaço enquanto outros serviços ganham mercado.

10. Educação a distância

Se a busca por conhecimentos está em alta, o canal para isso daqui para frente será a educação a distância, cuja expansão vai se acelerar. Neste contexto, uma nova figura deve entrar em cena: os mentores virtuais. A Trend Watching aposta que devem surgir novas plataformas ou serviços que conectam mentores e professores a pessoas que querem aprender sobre diferentes assuntos.

A jornada do Juruna – Aporte nº 77

Aporte nº 77, maio de 2020.

Para quem não sabe da história do nosso protagonista, veja aqui.

Aviso: não sou profissional com certificações para indicar investimentos! Todas as informações fornecidas neste site têm o intuito de provocar, de forma simples e didática, a busca por conhecimento para o leitor melhor conduzir a própria vida financeira.

Em 08/05/2020, o patrimônio de Juruna estava composto nas seguintes quantidades:

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Dinheiro novo em Maio/20:

  • Aporte: R$ 2.000,00;
  • Proventos referentes a Abr/20: R$ 310,95;
  • Total a ser investido em Maio/20: R$ 2.310,95.

Respeitando o limite imposto na estrutura do patrimônio, Juruna aportou em renda variável, adquirindo 137 LEVE3 ao preço máximo – R$ 16,85 – do pregão do dia 08/05/2020.

Para quem quiser verificar a evolução do patrimônio de Juruna desde jan/2014, segue o link para o download da planilha:

Acompanhamento da rentabilidade da carteira do Juruna: Carteira-do-Juruna-maio-20

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Até aqui, tudo bem.
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Diversificação do patrimônio do Juruna
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Patrimônio do Juruna após o aporte de maio/2020

Juruna segue surfando na peste chinesa.

Sigamos em frente!

 

Uma radiografia de como a Covid-19 já impactou salários, vendas e setores da economia brasileira

Direito de autoria do site mises Brasil.

Este artigo irá se concentrar exclusivamente em mostrar alguns dados que fazem parte de pesquisas pessoais que venho realizando para entender o impacto da epidemia do novo coronavírus na economia, nas empresas e no comportamento das pessoas.

O objetivo deste compartilhamento de informações, e de suas respectivas fontes, é estimular o leitor a fazer seus próprios estudos e se adaptar à nova realidade que nos acomete.

Situação do comércio

Começo com alguns dados que fazem parte de uma pesquisa feita pela Elo Performance e Insights (você pode encontrar os dados neste endereço ou aqui).

Os números mostram que as vendas no varejo brasileiro caíram pela metade até o fim de março, refletindo o forte impacto da crise provocada pela pandemia de Covid-19. É possível que esses números estejam muito piores hoje, pois o processo de fechamento do comércio por determinações de governadores e prefeitos ainda não terminou.

O estudo comparou as vendas do varejo nas últimas semanas de março com uma média de períodos anteriores, quando ainda não existiam casos registrados do novo coronavírus no Brasil e o comércio ainda estava totalmente aberto.

Observe no gráfico abaixo que a linha azul representa as compras utilizando cartão de crédito e a linha preta as compras realizadas com cartão de débito em todos os estabelecimentos do país.

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O governo confirmou o primeiro caso de coronavírus no dia 26/02 (fonte). Já a primeira morte foi confirmada no dia 17/03, justamente no início do declínio das vendas utilizando os cartões em comparação ao mês anterior. Exemplo: o número -50% no dia 25 de março, no gráfico acima, significa que as vendas por cartão de crédito caíram 50% em relação ao dia 25 do mês anterior.

Podemos observar, no canto direito da figura, que essa queda foi de 91% no setor de vestuário. Os supermercados, por outro lado, foram os menos atingidos.

Já no gráfico abaixo temos os dados dos supermercados e farmácias separados dos demais setores.

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Podemos observar um forte aumento nas vendas dos supermercados e farmácias antes mesmo da confirmação da primeira morte. Logo depois ocorre um declínio desse aumento (ou seja, uma desaceleração) em relação ao período anterior, pois provavelmente as pessoas aumentaram suas compras na fase inicial para evitar sair de casa.

O próximo gráfico mostra as vendas pela internet (e-commerce).

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Podemos ver que, no geral, as vendas online caíram 35% em todo Brasil (linha laranja). A venda de bares e restaurantes cresceu 85% pela internet (canto direito da imagem). Supermercados online tiveram alta de 17% nas vendas por meio do cartão. Podemos entender que os brasileiros estão concentrando suas despesas em produtos essenciais.

Expectativas

Agora, eis os dados recentes de uma pesquisa sobre as expectativas das pessoas e seu comportamento diante da crise. Expectativas são cruciais. São elas que mais interferem nas decisões de compra dos consumidores e de investimentos dos empreendedores. Você encontra a pesquisa aqui.

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No gráfico acima podemos somar os valores e descobrir que 36% das pessoas pesquisadas acreditam que a crise terá duração de 1 até 3 meses. Somadas, temos que 57% das pessoas esperam uma crise que dure de 6 meses para mais. E 19% esperam que a crise dure por mais de 1 ano.

Esses valores, como dito, são cruciais, pois as pessoas normalmente tomam decisões de consumo e investimentos com base nessas expectativas.

No relatório detalhado (fonte) podemos ver que as pessoas com mais escolaridade estão mais pessimistas: 17% dos mais escolarizados se preparam para uma crise superior a 2 anos. Por outro lado, apenas 4% das pessoas com menos escolaridade esperam que a crise dure mais de 2 anos.

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As pessoas entre 25 e 40 anos são as mais pessimistas enquanto as pessoas com mais de 60 anos são as mais otimistas (onde existem muitos aposentados). As pessoas com maior renda estão mais pessimistas e as de menor renda, mais otimistas.

Medo e incerteza

Já o próximo gráfico mostra que 31% das pessoas conhecem alguém que já perdeu o emprego após o início da pandemia.

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Saber que seus amigos, parentes e conhecidos estão perdendo o emprego favorece o aumento do pessimismo e isso inevitavelmente produz efeitos nas decisões de consumo, economia de dinheiro e investimentos.

No próximo gráfico temos uma espécie de “medidor do medo”. Sabemos que o comportamento dos consumidores e dos investidores possuem como principais motores: o medo e a ganância/euforia. Muitos negócios como imóveis, eletroeletrônicos, moda, entretenimento, turismo entre outros, dependem de pessoas otimistas com relação ao futuro.

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Ninguém compra um imóvel maior, abre um novo negócio, faz investimentos de maior risco e de longo prazo, ou gasta dinheiro com luxo e entretenimento quando está com medo de perder o emprego. Normalmente as pessoas gastam mais dinheiro com o essencial e com a educação ou com qualquer tipo de qualificação que possa melhorar seus resultados financeiros. As pessoas tendem a cortar os supérfluos e a aumentar o hábito de poupar, e começam a se preparar para o que está por vir (que podem ser riscos ou oportunidades).

Pelo gráfico, 43% das pessoas estão com medo grande ou muito grande de perder o emprego nessa fase inicial da crise. Nos detalhes da pesquisa existe a informação de que 87% das pessoas acredita que a taxa de desemprego será maior (49%) ou muito maior (38%) nos próximos 3 meses.

Redução salarial

Já o gráfico abaixo mostra que 46% dos entrevistados já tiveram, ou acreditam que terão, redução em sua renda mensal.

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E mais: entre as pessoas que já tiveram perdas na renda, a média dessa perda foi de 44%, como mostrado abaixo.

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Pelos números, e adotando-se uma estimativa conservadora, as pessoas que ainda não tiveram redução de renda já deveriam agora estar tomando medidas preventivas para se preparar para uma redução de pelo menos 30% na renda. Tudo indica que até mesmo os funcionários públicos estaduais, outrora estáveis, irão entrar nessa.

Endividamento

O que torna tudo isso muito pior são as dívidas. O gráfico abaixo indica que 58% das pessoas estão endividadas.

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Nos detalhes da pesquisa, 56% dessas pessoas que possuem dívida declararam que terão de atrasar o pagamento de algumas dívidas. Isso significa que além das empresas já estarem prejudicadas com a queda nas vendas, elas terão problemas para receber o pagamento da vendas que já fizeram no passado.

Agora, preste atenção aos valores vermelhos. Podemos observar que 64% das pessoas reduziram gastos com compra de roupas, 56% reduziram compras de bens duráveis como eletrodomésticos e eletrônicos, 54% reduziram compra de bebidas, 47% reduziram a compra de comida pronta (restaurantes). As pessoas estão comprando mais produtos de limpeza, remédios e alimentos em supermercados.

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Agora é com você

Espero que esses dados possam ajudar você que trabalha, empreende ou investe nos setores que aparecem nas pesquisas.

Assim como as grandes empresas estão nesse momento estudando, planejando e tomando decisões preventivas e proativas, os indivíduos deveriam fazer a mesma coisa.

Existem pessoas cantando e batendo panelas na varanda. Existem pessoas que passam o dia fazendo maratona nas séries do Netflix e fingindo heroísmos nos videogames. Existem aqueles que ficam vigiando e brigando com outras pessoas nas redes sociais. Tudo isso resultará em paralisia.

Para quem tem um emprego e está agora no home office, esse é o momento de ser ainda mais produtivo, proativo e preocupado com a empresa onde você trabalha, como se você fosse o dono dela.

Para quem tem um negócio, esse é o momento de desenvolver um plano de ação e começar a agir. Para o empreendedor, não importa o que vai acontecer. O importante é se ele sabe o melhor a ser feito diante dos possíveis acontecimentos. O bom empreendedor espera o melhor e se prepara para o pior. É o momento de fazer mais com menos.

Para quem é investidor e fez seus estudos no passado e já entende como os investimentos funcionam, esse é o momento de praticar o que aprendeu. Para quem só tomou decisões de investimentos baseadas em recomendações de terceiros, esse é o momento de dedicar um tempo para aprender sobre o funcionamento dos investimentos. Esqueça a ideia de que as pessoas que fazem recomendações sabem o que vai acontecer no futuro. Elas apenas sabem como os investimentos funcionam e vão tomando decisões e ajustando as carteiras de investimentos diante dos cenários que se apresentam.

Enfim, o que você está fazendo para mitigar as enormes incertezas futuras?

A jornada do Juruna – Aporte nº 76

Aporte nº 76, abril de 2020.

Para quem não sabe da história do nosso protagonista, veja aqui.

Aviso: não sou profissional com certificações para indicar investimentos! Todas as informações fornecidas neste site têm o intuito de provocar, de forma simples e didática, a busca por conhecimento para o leitor melhor conduzir a própria vida financeira.

Em 03/04/2020, o patrimônio de Juruna estava composto nas seguintes quantidades:

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Dinheiro novo em Mar/20:

  • Aporte: R$ 2.000,00;
  • Proventos referentes a Mar/20: R$ 518,47;
  • Total a ser investido em Abr/20: R$ 2518,47.

Respeitando o limite imposto na estrutura do patrimônio, Juruna aportou em renda variável, adquirindo 647 COGN3 ao preço máximo – R$ 3,89 – do pregão do dia 03/04/2020.

Para quem quiser verificar a evolução do patrimônio de Juruna desde jan/2014, segue o link para o download da planilha: Carteira-do-Juruna-abr-20

Sobre o mês de março, Juruna ainda não ficou no vermelho:

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Está positivo em 31,19%. Ainda.
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Bolinha da WEGE3 cresceu ou foram as outras que diminuíram?
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Patrimônio do Juruna após o aporte 76

Se o Juruna tá triste, imagine eu?

Ainda bem que hoje tem live do Jorge e Matheus.

Por um abril melhor. Ossada.

 

Lições aprendidas após a tormenta

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Aivso: post longo

Dada a calmaria apresentada após a tempestade (talvez seja um momento que antecede uma pior ainda, porém não nos cabe acreditar em futuros possíveis), compartilho aqui no blog uma excelente iniciativa levantada pelo camarada Everton Abreu de Oliveira no grupo de WhatsApp do Pracinha Investidor.

No meio militar costuma-se, após as operações, tirar ensinamentos de tudo que ocorreu, de forma a tratar os pontos fracos e fortalecer ainda mais os aspectos positivos. Não é novidade alguma para o meio empresarial, onde organizações buscam extrair vantagens competitivas para sobreviverem e crescerem no ambiente que estão inseridas.

Agora agradeço a cada um de vocês que ajudam a manter o espaço diverso e aberto a ideias, pensamentos e afastado de ideologias que mantém indivíduos imbecilizados em meras massas de manobra. Ao todo, 18 pontos foram levantados pelos integrantes do grupo. Neste post trabalharei cada um deles de forma a agregar ainda mais valor ao esforço de todos. Seguem:

  1. Aprenda opções, principalmente como ferramenta de seguro de carteira:
    Antes de mais nada, estude muito opções antes de se enveredar por este caminho. Muitas são as fontes que indicam ganho fácil com o uso de derivativos e poucas são as que levantam os riscos envolvidos. Você sabia que a fusão da Seara e a Perdigão foi resultado de um prejuízo bilionário em operações de derivativos envolvendo câmbio? Quem tiver curiosidade, seguem os links: surgimento da Brasil Foods; entenda o que ocorreu com a Sadia e Aracruz em 2008. Feita a apresentação calorosa, as opções surgem como uma alternativa de “seguro de carteira”. Basicamente você assume uma posição vendida, ou seja, ganho na possível queda. Repare que o foco aqui não é especular para ter mais uma fonte de renda com opções. O objetivo é REDUZIR perdas. Exemplo simples: seguro de carro. Você contrata o serviço e espera NUNCA utilizá-lo. Em caso de sinistro, você perde com a sua carteira e ganha com o derivativo.
    Imagine, por exemplo, que você decida comprar uma ação ABCD3 a R$ 40,00 e compre, ao mesmo tempo, uma opção de venda que lhe dê o direito de vender ABCD3 a R$ 40,00 até uma data futura pré determinada – como é o caso das opções.

    Se a ação adquirida cair abaixo dos R$ 40,00 antes do vencimento da put, você poderá exercer sua opção de venda (put) a R$ 40,00. Se a ação subir, você simplesmente opta por não exercer esta put e vida que segue. Nesse caso, você compra uma determinada ação a R$ 40,00 e uma opção de venda a R$ 2,00, você estará desembolsando um total de R$ 42,00 nesta operação – que protegerá sua posição em caso de queda no preço da ação adquirida, independentemente da proporção desta queda. Nesta situação, o investidor começará a ter lucro somente após o preço da ação superar o preço total da operação com seguro – ou seja, quando o preço da ação ultrapassar o patamar dos R$ 42,00. Por outro lado, a perda em uma eventual queda no preço da ação adquirida passará a ser limitada em R$ 2,00, que foi o custo da put adquirida.

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    Nunca se esqueça: tudo dá certo até dar errado.

    Atente-se que você sempre comprará o direito, ou seja, sua perda é limitada ao valor gasto na compra da opção, como ocorre na contratação de seguro do seu carro. Se o ano passou e não houve sinistro, você não exercerá o direito da seguradora “comprar” o seu carro;

  2. Tenha reserva de oportunidade;
  3. Reserva de emergência não é reserva de oportunidade;
  4. Reserva de emergência tem que possuir liquidez imediata e não devem oscilar conforme a renda variável. NÃO EXISTE RESERVA DE EMERGÊNCIA EM FUNDOS IMOBILIÁRIOS, eles são RENDA VARIÁVEL;
  5. Coloque essa reserva em liquidez diária, mas cuidado com o TD:
    Farei algumas considerações sobre a reserva de emergência de forma que os tópicos de 2 a 5 sejam abordados de resumidamente. Já fiz um post bem intuitivo sobre RE, caso você não tenha visto, veja aqui.
    Em relação à reserva de “oportunidade”, “liquidez”, repare que, dependendo do momento que o indivíduo começa a se posicionar, a percepção de ganho (por comprar um papel em queda) pode ser desesperadora em um intervalo de tempo curto (o mesmo papel que estava em um preço inédito permanece em queda livre). Quem acreditou na parada da queda nos 3 primeiros CB teve suas convicções fortemente abaladas, considerando o caso que o indivíduo destina um recurso somente para “oportunidades”.
    Agora imaginem o pobre diabo que resolveu utilizar a reserva de emergência para aumentar seu aporte? É insano imaginar isso pelos seguintes detalhes: a) temos uma crise sistêmica que envolve a desestruturação de alguns setores da economia; b) o momento é propício para que emergências ocorram. POR QUE DIABOS O INDIVÍDUO VAI PERDER SUA SEGURANÇA JUSTAMENTE NO MOMENTO MAIS SUSCETÍVEL A EMERGÊNCIAS? É insano, pois hoje já temos muitos relatos envolvendo demissões.
    E sobre fazer a RE render? Uma youtuber famosinha que só sabe falar de renda fixa sugeriu há pouco tempo colocar a RE em Fundos Imobiliários. Sim, pois dinheiro em poupança, em tesouro selic é perda garantida. Pois bem, acredito que alguns filhos da alta devem ter comprado a ideia, pois não tinha como dar errado. O resto da história vocês já sabem. Para resumir: FII é renda variável.

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    Estratégia árabe para proteger o patrimônio

    Se você ainda pensa em fazer render a RE (sofre diariamente com uma voz na cabeça, coitado, é esquizofrênico) e pensa em deixar no tesouro direto…bom, se for fazer isso, que seja no tesouro selic. Pois se você colocar em qualquer outro título, saiba que eles sofrem marcação a mercado. No período da crise, tivemos uma alta na taxa de juros dos títulos. Quando isso ocorre, o valor dos títulos cai. Dessa forma, o montante que você investiu sofre marcação a mercado. Quem precisou sacar tesouro direto nesses dias de alta nos juros amargou algum prejuízo;

  6. Fundos descorrelacionados não servem para hedge em grandes quedas;
  7. Criptomoedas não servem para nada, nem para HEDGE, a não ser que você atue no mercado negro:
    Não vou me estender no assunto. Imagens falam mais que palavras. Seguem:

    BTC-USD 14 FEV
    Gráfico diário BTC/USD. Reparem na cotação de 14/fev e na de 27/03
    IBOV 14 FEV
    Gráfico diário do índice BOVESPA. Reparem na cotação de 14/fev e na de 27/03.

    Resumindo: CRIPTOMOEDA NÃO É HEDGE DE PORRA NENHUMA!

    Sem título
    Gráfico diário do ouro/dólar. Reparem na cotação de 14/fev e na de 27/03.

    Peguei o ouro como base pois esse comportamento me deixou preocupado no meio da crise. O ouro sempre foi considerado um hedge de risco sistêmico e a prática nos mostrou outra coisa. Atualmente ele já até ultrapassou o nível que estipulamos como base, mas reparem como o movimento de pânico é devastador.
    Uma das hipóteses que acredito para esse movimento do ouro é a busca por liquidez pelos integrantes do mercado financeiro em meio à alta expectativa de default. Só para vocês entenderem a gravidade: índice do medo (VIX) atinge maior patamar desde a crise financeira de 2008.
    Conclusão: o movimento de pânico é avassalador;

  8. Nas grandes quedas stops não servem, pois são pulados na abertura do pregão;
  9. Você nunca vai acertar o fundo;
  10. Dividir o dinheiro do aporte em parcelas em grandes períodos de queda, conforme a realidade de cada um:
    Aqui abordarei os tópicos de 8 a 10. Se tiver alguém que opera com travas, saiba que nesses períodos de pânico elas podem cair por terra. Exemplo: o mercado fechou na sexta-feira com uma expectiva de escalada da crise. Passamos o final de semana e tudo se confirmou. A pressão na queda é tão forte que o mercado já abre em “gap”, ou seja, um preço-alvo definido por você pode ser ultrapassado em minutos e daí por diante o gerenciamento de risco que você definiu explode. Conselho: se for operar, faça ao longo do dia.
    A filosofia de buy & hold exige do indivíduo uma certa insensibilidade em relação ao que ocorre no mercado. Entretanto, sabemos que isso é impossível. Dói muito ver o patrimônio cair 20% ao longo de uma semana. E machuca ainda mais achar que houve ganho aportando em um preço que era considerado baixo (exemplo, BBDC3 a 25 reais em 10 de março) e acompanhar quedas sucessivas até o fundo (BBDC3 chegou a valores abaixo de 15 reais).
    Nesse caso, temos duas dores. Uma que é a própria perda do patrimônio; a outra é ver o aporte desaparecer. Dado que você nunca acertará o fundo, nesse cenário tortuoso, realizei o aporte de março da seguinte forma: a) no início do mês aportei cerca de 30% do valor total; b) após alguns CB, deixei o dinheiro parado na corretora (até porque vivia travando – Clear); c) depois de um período, voltei a investir diariamente 10% do aporte até ele terminar; d) o aporte foi terminar só no dia 23. Obviamente, isso só foi possível dada a zeragem de taxas ofertada pela Clear.

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    Certeza da Vitória!

    Confesso que muito provavelmente isso não fará diferença no longo prazo, embora no curto prazo essa tática tenha me deixado mais à vontade assistindo o inferno na RV.

  11. Não mude a sua estratégia conforme o mercado se altera:
    O indivíduo passa quatro meses estudando balanços, entendo a filosofia de investimento para o longo prazo, estabelece metas, aloca os ativos, define aportes, tá tudo ok. Aí surge a peste chinesa:

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    Até aí tudo bem.

    O mesmo indivíduo fica nervoso com a queda, mas mantém o foco, pois sabe que no longo prazo terá retorno enquanto estiver com empresas valorosas.
    Aí vem a guerra do petróleo:

    Sem título
    Aí não tá tudo bem não =( referência às fotos aqui

    Nesse ponto o indivíduo já aportou e fica aflito, pois já se foram cinco circuit breakers. Temos vozes insanas na cabeça dele (esqueceu do tarja preta mais uma vez) exigindo uma saída rápida. Daqui temos três cenários: a) o pobre diabo controla a voz e fixa os estudos na filosofia de buy and hold e continua no barco, mesmo parecendo que ele irá afundar; b) o retardado não aguenta mais e vende, pois a voz já sugere a ele contar quantos segundos de queda livre tem do 15º andar do prédio ao chão ou; c) a pessoa começa a dar razão à voz e depois de 4 horas de conversa, resolve vender a renda fixa e comprar renda variável. E esta saída é a pior de todas, porque o abençoado vendeu TD no prejuízo e comprou RV que continuou acumulando quedas. Haja sistema vascular.
    Povo, entenda o seguinte: b&h só dá certo no longo prazo porque você acerta “em média”. Em todos os cenários você faz a mesma coisa. Compra na alta, na baixa e na lateralização. Porque diabos você irá mudar uma estratégia que só vai mostrar efetividade em no mínimo cinco anos? Se você alterou de alguma forma a sua estratégia neste período, saiba que muito provavelmente você está exposto a um risco maior.

  12. Nas quedas generalizadas, o preço maior pago em empresas “caras”, ou seja, as que possuem maior margem de segurança, se mostra como uma perda menor no próprio patrimônio;
  13. Preço importa;
  14. Em quedas generalizadas, melhor focar em empresas sólidas e com excelente histórico de pagamento de dividendos:
    Outro ponto sensível. Quem está no b&h há mais de 3 anos já possui alguma referência de preços aos ativos da própria carteira. Ver empresas sólidas como ITUB, ITSA, BBDC, EGIE, WEGE, LREN, ABEV, entre outras desabarem nos deixa muito sensíveis a aportar recursos nelas. Nessa situação eu consigo entender o peso da referência antiga de preços aos praticados atualmente.
    Se você considerar a queda do IBOV com as empresas citadas acima, verá que elas não acompanharam tanto o índice na descida. É nessas situações que você percebe a margem de segurança dessas empresas oferecida em contrapartida a dividendos reduzidos anteriormente.
    No cenário atual de calamidade, caso você invista em RV, sugiro empresas sólidas e boas pagadoras de dividendos. Digo isso pois: a) se o mundo continuar acabando, ela suportará mais do que as demais empresas; b) se o mercado estagnar, ela entrará numa nova tendência que muito provavelmente reduzirá os dividendos pagos, considerando os exercícios anteriores, e; c) se houve retomada da economia, a ação vai explodir;
  15. Acordar às 5h da manhã não serve pra nada:
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  16. Ficar olhando o home broker em dia de circuit breaker só aumenta as chances de infarto;
  17. Só abrir o home broker se tiver recursos para aportar:
    Posso parecer senhor da razão ditando “n” regras, mas sou tão humano como você (sem trocadilho). Eu, entendendo minhas limitações, sempre busquei me afastar e ignorar as notícias (embora alguns desgraçados sempre as postavam no grupo do pracinha) e variações dos índices.

    Sem título
    PERTURBAÇÃO DO CARALHO!

    Uma das formas de reduzir riscos é mitigar probabilidades. Exemplo: você é alcoólatra. Está limpo há 3 anos. Você muito sabe da luta que foi chegar até essa paz de espírito. Hoje você recebe um convite de um evento “open bar”. De todas as escolhas possíveis de bebidas no evento, você só terá uma, que é água. Será que é o caso você se colocar neste ambiente de risco? Onde está a chance maior de você ter uma recaída? Em casa, sem nenhuma bebida alcoólica, ou na festa em questão?
    Procure se blindar. Se não for aportar, se não tiver recursos na corretora, fique longe do home broker. Ah, e cuidado com os parapeitos;

  18. Evite operar notícias:
    Repare, operar é diferente de acompanhar. Uma coisa é você saber que há uma pandemia, que a peste chinesa avança na Itália, que é um tema preocupante. Você também sabe que o Brasil possui um sistema público de saúde deficitário e que se o mal chinês escalar aqui poderemos até ter um caos social. Sendo assim, você buscará medidas para ter uma resposta caso tudo dê errado; outra coisa totalmente distinta é você absorver a notícia, pesquisar sobre o assunto o tempo inteiro, não se ater às fontes do que está assimilando e repetir esse processo até que você queira que o mundo acabe.

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    Histeria: a gente vê por aqui.

    Sim, você quer isso. Desde o início as notícias são pessimistas e os problemas só escalam. Você enxerga uma tendência muito negativa nas informações e internaliza isso. Repetidamente, fala sobre o assunto e confirma suas convicções (com outros desesperados como você). O que falta para a conta fechar? O mundo acabar.
    Até que isso ocorra, tá você aí operando pessimista na negatividade. Acorde, meu amigo. Não se afogue nesse mar de informações.

Então é isso. Mais uma vez agradeço a todos os integrantes do grupo e também a você, leitor. São vocês a razão desse espaço existir. Peço perdão pelo excesso de imagens, mas a intenção foi de deixar cômica a postagem, no sentido de que eu sei que você, como eu (não leve na maldade) muito provavelmente ficou menos rico nesse último mês. Melhor rir do que chorar.

Sigamos em frente!

“As lições aprendidas na dor, jamais serão esquecidas”