A jornada do Juruna – Aporte nº 73

Aporte nº 73, janeiro de 2020.

Para quem não sabe da história do nosso protagonista, veja aqui.

Aviso: não sou profissional com certificações para indicar investimentos! Todas as informações fornecidas neste site têm o intuito de provocar, de forma simples e didática, a busca por conhecimento para o leitor melhor conduzir a própria vida financeira.

Em 10/01/2020, o patrimônio de Juruna estava composto nas seguintes quantidades:

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Dinheiro novo em Jan/20:

  • Aporte: R$ 2.000,00;
  • Proventos referentes a Dez/20: R$ 461,51;
  • Total a ser investido em Jan/20: R$ 2461,51.

Respeitando o limite imposto na estrutura do patrimônio, Juruna aportou em renda fixa, adquirindo 1,74 títulos IPCA+2045 ao preço de compra de R$ 1.411,81 do dia 10/01/2020.

Para quem quiser verificar a evolução do patrimônio de Juruna desde jan/2014, segue o link para o download da planilha:Carteira-do-Juruna-Jan-20

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Visão geral do portifólio do Juruna
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Patrimônio de Juruna após o aporte 73

Abraços!

O que fazer em 2020?

Tema recorrente no grupo do blog, as preocupações sobre 2020 permeiam a vida da maioria dos investidores.

Alguns acreditam em um Bear Market contínuo, outros, em Bull ou até mesmo uma crise de grandes proporções. Para quem desconhece esses termos utilizados no mercado (bull e bear), os explicarei abaixo:

O Bull Market é uma expressão para dizer que o mercado está otimista, vigoroso, em alta. Note que o termo pode ser usado para a economia em geral ou para um mercado específico como de imóveis, as commodities, as blue chips etc.

Se o mercado está bullish (como um touro), a expectativa geral é de que os preços das ações vão subir, os investimentos vão render e que essa tendência vai continuar por algum tempo.

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Charging Bull de Wall Street em NY

Uma possível explicação – ao menos, a mais fácil de lembrar – está na forma de ataque do touro: de baixo para cima. Se você já teve a oportunidade de ver vídeos de rodeios, por exemplo, notará que pesar de quadrúpede e pesado, o touro salta, pula, dá chifradas para cima  (sobe). Por isso, o Bull Market é o termo ideal para falar sobre um mercado em ascensão.

O Bear Market é o oposto do companheiro touro. O urso ataca de cima para baixo — suas patadas descem. Outra forma de pensar é que ursos hibernam — enfrentam o inverno rigoroso, a época das vacas magras. O Bear Market, portanto, é o mercado down, quando os preços das ações caem, juntamente com a confiança de investidores e dos consumidores.

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Estátuas de Bull & Bear, na Frankfurt Stock Exchange

Como ocorre com o touro, o adjetivo bearish (como um urso) pode descrever o estado geral de uma economia (inflação alta, desemprego alto, PIB em queda) ou um segmento do mercado (ações de óleo e gás, faculdades particulares, fundos imobiliários ou o que estiver em baixa em certa época).

Feita a explicação, qual será o cenário de 2020? O que fazer? Onde aplicar os recursos para que haja uma maximização do retorno?

Por motivos óbvios, eu não sei.

Eu que eu sei – e que a maioria deveria saber – é o meu limite de perda.

Caso a minha carteira seja 100% em RV, comprado em small caps, e o mercado seguir em alta, terei ganhos expressivos. Porém, se houver um revés, minha perda será elevadíssima.

De forma parecida, se eu estiver 100% em RF, meus ganhos serão limitados, em menor grau. Havendo uma queda do mercado minha perda será limitada, não em um grau elevado se eu estivesse 100% em RV.

Obs: a renda fixa (preço dos títulos) tende a acompanhar (marcação a mercado) as oscilações da taxa de juros. No cenário macroeconômico ideal, confiança elevada em todos os setores, baixos índices de desemprego, câmbio controlado, temos um ambiente controlado, com risco minimizado. Isso provoca a queda da taxa de juros. Com menores taxas, o preço do título se eleva.

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Ainda faço um post explicando isso

A diversificação em RF meramente ameniza as oscilações da RV. Mas ambas possuem correlação POSITIVA. Ou seja, bolsa em alta, taxa de juros em queda, títulos de RF mais caros – RF em alta. RV em queda, taxa de juros em alta, títulos de RF mais baratos – RF em queda.

Então não adianta diversificar? Sim, é essencial, pois o foco dela não é maximizar ganhos e sim limitar perdas. Caso você tenha seu patrimônio em RF, RV, imóveis, ouro, câmbio e investimentos no exterior, não sofrerá tanto em um bear market de 5 anos como o pobre diabo que ficou 100% em RF, o famigerado investidor “conservador” – só se for de perdas.

O correto é sempre gerenciar riscos. Caso você fique 100% do tempo evitando uma perda de 50%, pode ser que você tenha um ganho de pelo menos 50%, ou que não haja perda. Obviamente, na vida os cenários não são simples como esse, mas uma notícia como esta explica o comportamento irracional do ser humano que não dá a devida atenção aos riscos envolvidos em viver:

Um simples pensamento diferencia o perdedor do vencedor.

  • O perdedor pensa assim: se tudo der certo, quanto vou ganhar? Ou: estou atrasado, não vou conseguir pegar o ônibus e vão descontar uma hora se eu não chegar no horário – não vou passar pela passarela;
  • O vencedor já pensa dessa maneira: se tudo der errado, quanto irei perder? Ou: já estou atrasado, não vou chegar no horário, vão descontar uma hora do meu dia mesmo, vou passar pela passarela e tomar um café no bar do outro lado da pista enquanto não chega o ônibus.

Custo da hora: R$ 90,00. Cenários envolvidos:

  • Atravessa a pista, não é atropelado e pega o ônibus: ganha 90 reais;
  • Atravessa a pista e perde o ônibus: perde 90 reais;
  • Atravessa a pista e é atropelado: perde 90 reais;
  • Pega a passarela e toma um café: perde 94 reais.

Agora a pergunta: será que um ser humano pode arcar com o risco de não pegar a passarela? Acredito que – descartando o suicida – NUNCA é viável descartar o uso da passarela. O risco mais importante envolvido na vida do indivíduo é a morte.

Da mesma forma, se eu disser para você que existe um lago, e que no centro dele há uma mala com 10 milhões de reais. Não há barcos, eu sou paraplégico e você tem 1,8m de altura não sabe nadar. Claro, tem uma informação essencial: o lago tem, em média, 1m de profundidade.

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O que dá pra fazer com 10 milhões?

É justamente esse o pensamento da maioria. Ninguém lida com perdas. E quando ela ocorre, tentam justificá-la. No experimento acima, caso você tentasse a façanha e morresse, muito provavelmente uma equipe de analistas dissertaria sobre o caminho que você traçou e qual seria o lado correto para ir e alcançar a ilha do lago, que você escolher o caminho onde o lago estava mais escuro etc.

Já que terminamos o assunto do risco, voltemos ao título:

-O que fazer em 2020?

-Diversificar, manter o plano e é claro: você não vai ficar rico investindo em 2020.

Olho vivo!

 

 

 

A jornada do Juruna – Aporte nº 72 – Fechamento de 2019

Aporte nº 72, novembro de 2019.

Para quem não sabe da história do nosso protagonista, veja aqui.

Aviso: não sou profissional com certificações para indicar investimentos! Todas as informações fornecidas neste site têm o intuito de provocar, de forma simples e didática, a busca por conhecimento para o leitor melhor conduzir a própria vida financeira.

Em 06/12/2019, o patrimônio de Juruna estava composto nas seguintes quantidades:

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Dinheiro novo em Dez/19:

  • Aporte: R$ 3.000,00 – 13º;
  • Proventos referentes a Novembro/2019: R$ 206,89;
  • Total a ser investido em Dezembro/2019: R$ 3.206,89.

Respeitando o limite imposto na estrutura do patrimônio, Juruna aportou em renda fixa, adquirindo 2,26 títulos IPCA+2045 ao preço de compra de R$ 1.415,19 do dia 06/12/2019.

Para quem quiser verificar a evolução do patrimônio de Juruna desde jan/2014, segue o link para o download da planilha:Carteira-do-Juruna-dez-2019

Resumo do ano de 2019

  • Ao longo do ano, Juruna aportou em renda fixa 4 vezes. Nos meses de Jan, Fev, Set e Dez.
  • Nos demais meses, houve aportes em Renda variável.

Ao olhar a planilha, percebemos que a dinâmica da alocação dos ativos meio que protege o Juruna de aportar em RV nos períodos que mais vemos altas no IBOVESPA. Para quem não lembra, no início do ano tivemos uma alta forte, seguida de um arrefecimento ao longo do 1º semestre de 2019. Logo após, tivemos uma recuperação.

No momento atual, percebemos que o aporte já não influencia no patrimônio do Juruna. Levando em consideração tudo o que foi aportado em relação ao número de meses, temos um aporte médio de R$ 2.211,76. Já o patrimônio, de acordo com os valores dos ativos em 06/12/2019, é R$ 291.584,43. Porcentagem do aporte médio em relação ao patrimônio: 0,76%.

Fechamento parcial, de acordo com os valores dos ativos em 06/12/2019:

  • Participação de todos os aportes no patrimônio total: 54,6%;
  • Rentabilidade do total investido em relação ao valor do patrimônio: 83,16%;
  • Total de proventos recebidos ao longo de 2019: R$ 4.323,40.

Com base no último dado, percebemos o potencial dos juros compostos. No ano de 2019, Juruna recebeu em proventos quase o equivalente a dois aportes médios. Ou seja, considerando os proventos, em 12 meses, Juruna aportou aproximadamente 14 vezes.

Juruna cada vez mais comprando mais tempo.

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Visão geral do portifólio do Juruna
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Patrimônio do Juruna após o aporte de dez/19

Com isso é só, pessoal.

Qualquer dúvida ou sugestões, não deixe de comentar aqui.

Forte abraço.

 

Balanço do Pracinha Investidor

Oi, sumidos.

Primeiramente, peço desculpas pelo hiato que o blog teve em novembro. A vida real foi muito corrida e não tive um final de semana de paz (inclusive esse também foi comprometido). Porém daqui para a frente voltaremos à programação normal, com as postagens semanais.

Para quem não sabe, o blog completou um ano de vida em novembro. Da criação até o presente momento, conquistamos as seguintes marcas:

-70 posts;

-11.707 visitantes;

-20.992 visualizações;

-188 comentários;

Como é o primeiro ano – IPO recente – não temos parâmetros para mensurar o crescimento do blog. Dessa forma, sugiro a todos que acompanhem no mínimo cinco anos de balanços para ver se isso aqui vai ou não. =)

Semana que vem tem o aporte do Juruna mais o comentário anual da carteira. Aos poucos a gente toca o barco.

Sigamos em frente!

A jornada do Juruna – Aporte nº 71

Aporte nº 71, novembro de 2019.

Para quem não sabe da história do nosso protagonista, veja aqui.

Aviso: não sou profissional com certificações para indicar investimentos! Todas as informações fornecidas neste site têm o intuito de provocar, de forma simples e didática, a busca por conhecimento para o leitor melhor conduzir a própria vida financeira.

Em 08/11/2019, o patrimônio de Juruna estava composto nas seguintes quantidades:

Sem títuloDinheiro novo em Nov/19:

  • Aporte: R$ 2.000,00;
  • Proventos referentes a Outubro/2019: R$ 481,54;
  • Total a ser investido em Novembro/2019: R$ 2.481,54.

Respeitando o limite imposto na estrutura do patrimônio, Juruna aportou em renda variável, adquirindo 247 ações de COGN3 ao preço máximo do pregão do dia  08/11/2019 (R$ 10,02).

Para quem quiser verificar a evolução do patrimônio de Juruna desde jan/2014, segue o link para o download da planilha:Carteira-do-Juruna-nov-2019

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Visão geral do portifólio do Juruna em Nov-2019
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Diversificação na renda variável
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Patrimônio do Juruna após o aporte de novembro/19

E o Lula? E o PT?

= )

 

Compartilhando conhecimento #1

Pessoal, farei mais uma série de posts e a fixarei na aba superior, o Compartilhando Conhecimento.

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A ideia aqui é disponibilizar os materiais que produzo em aulas, palestras, no sentido de colaborar ainda mais com a difusão de conhecimento neste espaço.

Palestra sobre análise de investimentos e cenário econômico. Link para download aqui.

Fonte dos dados sobre o ambiente econômico: ABIMEC Itaú.

Abração.

Questão de lógica: você não teme a automação (e nem a reforma da previdência); você teme a inflação

Direito de autoria do site MisesBrasil.

Um temor bastante recorrente na atualidade é o de que um eventual aumento na automação causará desemprego em massa e, consequentemente, a situação financeira futura das pessoas será pior.

Sejamos claros e diretos: não é a automação o que assusta as pessoas, mas sim a inflação — isto é, a perda do poder de compra da moeda.

Isso pode parecer estranho à primeira vista, mas a realidade é que a promessa de um futuro bastante automatizado — com as máquinas substituindo grande parte do esforço físico humano — só pode ser vista como uma ameaça porque as atuais moedas mundiais são fundamentalmente inflacionárias.

Como era antes e como é hoje

Até o início do século XX, quando o mundo utilizava o ouro como moeda, os preços de bens e serviços caíam ano após ano: por exemplo, de 1814 a 1913, nos EUA, os preços caíram em média 0,58% ao ano, o que significa que algo que custava $100 em 1814 passou a custar $56 em 1913, ano da criação do Federal Reserve. Neste mesmo período, o PIB real cresceu 4% ao ano (de $14,43 bilhões para $680 bilhões).

No Reino Unido, similarmente, no mesmo período, os preços caíram 0,34% ao ano, e o PIB real cresceu 2,12% ao ano.

Hoje, infelizmente, a realidade é inversa: os preços aumentam ano após ano, e o crescimento econômico se tornou, na melhor das hipóteses, intermitente.

Ou seja, já incorporamos a ideia de que, no futuro, o poder de compra de cada unidade monetária será inevitavelmente menor do que é hoje. E é aí que residem nossos temores.

No mundo atual, quem simplesmente trabalha e poupa verá o poder de compra do seu dinheiro guardado diminuir ao longo do tempo. Mas este não é o estado natural das coisas, como hoje pressupomos. Trata-se de um fenômeno que foi artificialmente criado. A razão pela qual os preços tendem a aumentar é que o dinheiro perde seu poder de compra em decorrência de medidas criadas por políticos e burocratas.

Apenas pergunte a si próprio: mais inovações, concorrência e competição não deveriam significar, por definição, que estamos nos tornando mais produtivos e, consequentemente, capazes de obter os mesmos benefícios (bens e serviços) por custos menores? Isso é exatamente o que ocorre em algumas indústrias de alta tecnologia (smartphones, tablets, notebooks, televisões etc.). Onde há um genuíno livre mercado, com empresas privadas produzindo e concorrendo entre si em busca de consumidores, os preços caem.

O motivo por que a quantidade de dinheiro necessária para comprar um item aumenta é simplesmente porque a quantidade de dinheiro em circulação está aumentando a um ritmo maior do que o aumento da produtividade. Os preços sobem porque o sistema bancário, em conjunto com os bancos centrais controlados pelos governos, está continuamente criando dinheiro. Os preços dos bens e serviços simplesmente se ajustam a este dinheiro adicional em circulação.

Em outras palavras, os sistemas de metas de inflação implantados pelos bancos centrais nada mais são do que metas de se criar dinheiro a uma taxa que supere os ganhos de produtividade. Exemplo: se um Banco Central diz que sua meta de inflação é de 4%, seu objetivo é criar dinheiro a uma taxa que supere os ganhos de produtividade em quatro pontos percentuais a cada ano.

E uma taxa de aumento de preços de 4% ao ano significa que, daqui a 30 anos, os preços estarão, em média, 3,25 vezes maiores. Ou seja, um indivíduo terá de ter uma renda nominal 3,25 vezes maior (terá de mais do que triplicar seu salário) apenas para manter seu padrão de vida.

Consequências

E o que isso significa para a automação?

A inflação faz com que seja imensamente difícil para o cidadão comum poupar dinheiro visando à aposentadoria. Praticamente impossibilita o objetivo de acumular fundos que durem para o resto da vida. Praticamente impossibilita o objetivo de utilizar essa poupança para reduzir seu tempo de trabalho.

Consequentemente, para que a poupança do cidadão comum não perca poder de compra ao longo do tempo, ele terá de continuamente investi-la no mercado financeiro, o que significa que ele corre o risco de perder o que já tem.

Neste cenário, a conclusão é óbvia: perder o emprego — ou seja, perder sua fonte de renda — se torna um enorme problema, independentemente de você ter ou não uma poupança. Logo, a ausência de um emprego em um eventual futuro em que as máquinas poderão fazer todo o trabalho físico (ou, quem sabe, até mesmo os trabalhos mentais) se torna uma temível ameaça.

Em termos puramente econômicos, é claro, a automação não é uma ameaça, mas sim uma oportunidade. As máquinas, historicamente, sempre nos libertaram do fardo do trabalho pesado, monótono, perigoso, estafante e, por que não?, emburrecedor. As máquinas nos possibilitaram “terceirizar” para elas o trabalho extenuante para que pudéssemos nos dedicar a outros afazeres e a novos empreendimentos. Isso se traduziu em um espetacular aumento em nossa riqueza e em nosso padrão de vida.

E como elas reduzem nossa necessidade de trabalhar pesado ao mesmo tempo em que aumentam nossa produtividade (podemos produzir mais com menos esforço e com menos custos), os preços teriam de cair ainda mais rapidamente. Logo, nossos salários deveriam durar muito mais.

Porém, em um mundo de moedas inflacionárias, isso parece impossível, pois a percepção é a de que devemos trabalhar cada vez mais horas apenas para conseguir manter nosso padrão de vida.

Afinal, se a cada ano, o poder de compra da moeda cai entre 3 e 5%, isso significa que temos de aumentar nossa renda nominal neste mesmo valor apenas para conseguirmos comprar os mesmos bens e serviços de antes com nosso salário.

Ou, colocando de outra forma, imagine como seria se você nunca tivesse um aumento salarial: seu padrão de vida iria cair anualmente em decorrência do aumento de preços causado pela inflação monetária.

Esta perda anual no poder de compra, comparada ao aumento no poder de compra que deveríamos ter em decorrência do aumento da produtividade, é subtraída de nós pela inflação. Caso tivéssemos uma moeda sólida e estável, os preços cairiam anualmente, pois estaríamos sendo beneficiados pelo comprovado aumento de produtividade causado pela maior automação.

E é exatamente esta realidade da perda do poder de compra causada pela inflação que faz com que um futuro de ampla automação pareça uma ameaça.

Para concluir

Se tivéssemos uma moeda sólida e estável — ou seja, um arranjo no qual nos beneficiaríamos totalmente de nosso aumento de produtividade (individual e coletivo) —, a automação significaria simplesmente que poderíamos trabalhar menos ao mesmo tempo em que temos mais tempo para usufruir um maior padrão de vida — pois todos os preços iriam consistentemente cair, e provavelmente a um ritmo crescente.

Mais ainda (e isso é algo de que poucos se dão conta): sem um dinheiro inflacionário, nem sequer haveria a necessidade de constantes reformas do sistema previdenciário. Dado que a moeda ganha poder de compra com o tempo, os infindáveis debates sobre a reforma da previdência virariam mera curiosidade masoquista.

Como isso pode ser temido?