Sobre a preservação do Bioma Pantanal e ações subavaliadas – parte 3

Um ditado elegante para resumir 2020. Já uma forma eficaz e deselegante seria berrar: “Perturbação do c@…!”.

2020 foi um ano atribulado, com fontes de apreensões surgindo de diversas fontes. Neste post, apresentarei algumas que consegui identificar e também darei a minha opinião sobre cada uma delas em sequência, fechando o raciocínio:

  1. evolução dos casos/óbitos da peste chinesa e instabilidade política;
  2. futuro do mercado (chance de termos um “grande reset”);
  3. oferta incessante de informações sobre os assuntos mencionados acima.

Sobre o COVID19, o principal problema que temos é que não existe uma liderança coesa pela qual todos devem seguir para que realmente consigamos encontrar uma saída viável enquanto o infortúnio está escalando. A Organização Mundial da Saúde, o Presidente da República, o Congresso Nacional, o STF, Governadores e Prefeitos não conseguem chegar a um consenso sobre o que deve ser feito. Enquanto isso, a mídia amplifica as tensões.

Em um momento que todos os poderes e a mídia deveriam se unir na busca pelo caminho ideal para o controle da pandemia, por motivos escusos, os conflitos escalam e confrontos surgem. Bolsonaro tornou-se presidente em 2016 conquistando o brasileiro médio e mais uma vez ele segue fortalecendo sua base. Para não render nessa perturbação diária, imagine a vida do indivíduo que passa de segunda a sexta utilizando o transporte público lotado ouvindo que não pode ir à praia pelo risco do contágio da doença.

É uma trapalhada atrás da outra, tudo feito à base da canetada e sem nenhum embasamento científico. O STF, em abril, determinou que estados e municípios podem adotar medidas contra pandemia. Ou seja, cada governante faz o melhor que imaginar e ponto final. Por exemplo, no Rio de Janeiro-RJ, shoppings funcionam normalmente. Escolas seguem fechadas. Copacabana está fechada para o Reveillon. Estabelecimentos religiosos, durante o ano novo, abertos. Em algum planeta, onde os cosmopolitas vivem, essas medidas devem fazer sentido. Entretanto, a maioria já está percebendo a insanidade proposta e pode ser que ela se identifique com o presidente, sufocado pelo Legislativo e Judiciário (falando nele, segue a prorrogação da insanidade).

Fique tranquilo, não sou um negacionista. É só um pouco da realidade que os poucos formadores de opinião possuem sobre a maioria. Em resumo, sobre a pandemia, é o mesmo de sempre: máscara, álcool, acompanhar menos os noticiários e seguir em frente. A repetição deste assunto mais atrapalha que ajuda.

E o mercado, você viu? Certeza da vitória! Taleb nunca fez tanto sentido para mim.

Sem nenhuma intenção de parecer pretensioso (peço desculpas caso demonstrei isso), a estratégia mais simples venceu em 2020. Nem irei me alongar, o próprio Juruna pode provar isso para você, leitor. Os meses de março e abril foram desesperadores, futuro incerto. Tenho absoluta certeza que no final do primeiro trimestre de 2020 ninguém acreditaria no IBovespa fechando em dezembro numa máxima histórica em plena pandemia. Daí surge o majestoso mercado jogando tudo para o alto. Com a contribuição do grupo do pracinha investidor, resumi as lições aprendidas neste primeiro semestre. Consolidando tudo o que passei neste ano em relação ao mercado, o que mais importa é a sua estratégia predefinida e não consumir em excesso notícias. A repetição deste assunto mais atrapalha que ajuda.

Atrapalhou até este texto, mas o motivo é nobre (inclusive o título desse post começará a fazer sentido). Atualmente vivemos a era da informação. Nenhum tema está impedido de ser pesquisado e conhecido. O acesso é público, basta ter uma conexão com a internet. No entanto, me parece que em algumas ocasiões mais se tem perdas que ganhos.

O excesso de informação acaba por provocar a “entropia do conhecimento” e a fuga do que é essencial ao indivíduo. Exemplificando, no youtube podemos consumir conteúdos e estudar sobre algum acontecimento histórico, aprender a regular algum componente do próprio veículo, ou até, em um pico de procrastinação, entender como os submarinos submergem e emergem.

Se a questão fosse só a perda de tempo, nem escreveria esse post (ora, ora). O ponto principal é que o indivíduo, com acesso a toda e qualquer informação, consegue validar qualquer julgamento que passa na própria mente. O viés da confirmação é o mais danoso de todos, e quando alguns “iluminados” se juntam, a loucura toda faz sentido. Caso você não concorde comigo, explique para mim como surgiu a seita em voga dos terraplanistas.

E quando trazemos isso para o mercado, a esquizofrenia escala a níveis estratosféricos, como agora temos a epifania do “grande reset”. Ficam todos repetindo que tudo se acabará, que a injeção do dinheiro trará inflação, que haverá quebradeira generalizada etc.

Sinceramente, não vejo motivos para uma nova crise em 2021 (momento pitaco). Historicamente, nunca testemunhamos uma “recuperação em W” em um curto período de tempo. Obviamente, poderemos ter uma correção em algum grau, mas isso é problema exclusivamente seu. Nesse sentido, é essencial que você defina o que será feito tendo em vista os possíveis cenários futuros. É melhor reduzir a posição em renda variável? Comprar Put? Vender tudo e abrir uma rinha clandestina de macacos?

Nesse caso, o problema é exclusivamente seu. A partir do momento que você está FAZENDO alguma coisa, pelo menos você está construindo algo. Muito diferente de quem fica IDEALIZANDO o que será do futuro, tendo um esforço mental que, na maioria das vezes, não resultará em nada.

Tendo como referência o Mestre Su, o indivíduo precisa se libertar dos próprios delírios perceptórios e partir para as ações concretas. O mundo não muda enquanto você acha ou pensa sobre alguma coisa. Ele pode sim mudar a partir do momento que você faz algo.

Caso alguém me pedisse para definir a relação de utilidade das informações e a quantidade consumida, chutaria com segurança que 80% do total das informações recebidas durante o dia, somente 20% são úteis (tenho certeza que você clicou no link sobre o funcionamento dos submarinos). Dessa forma, valorize o próprio tempo. Naturalmente os esforços serão bem direcionados e resultados cada vez mais positivos surgirão. Aproveite 2021 para empreender esta mudança.

Em um clima de despedida, termino esse post agradecendo mais uma vez a atenção de todos vocês, o ano foi muito difícil, mas nada que um pouco de foco e determinação não nos apoiem nessa jornada tortuosa na busca pela tranquilidade financeira.

Um feliz 2021 para todos e sigamos em frente!

2 comentários sobre “Sobre a preservação do Bioma Pantanal e ações subavaliadas – parte 3

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